5 formas de ganhar currículo profissional na faculdade

Lembra aquela época que você passou no vestibular e pensou que todos os seus problemas estavam resolvidos? E aquele choque de realidade no primeiro semestre da graduação, quando você descobriu que ainda tinha um longo e árduo caminho para seguir até a formatura? Pois é, sabemos que a faculdade exige muito esforço e dedicação: são trabalhos, provas, horas de estudo fora da sala de aula, cursos integrais que consomem toda a nossa energia… Além disso, ainda fica aquela pergunta no ar: será que realmente estou me preparando para o mercado de trabalho?

Como já mostramos aqui, muitas vezes apenas cursar as disciplinas não é suficiente para ser contratado logo que receber o diploma. O contato com mercado de trabalho é essencial e, na maioria dos casos, os alunos buscam suprir essa necessidade com estágios. Sabemos que nem sempre é possível (ou fácil) conciliar estágio e graduação, e também que não tem vagas para todos os quase 8 milhões de universitários, por isso elaboramos uma lista com cinco formas de melhorar o seu currículo, criar portfólio e ganhar experiência de mercado ao longo do curso. Confere aí!
 

1 – Use seus projetos de disciplinas para colaborar com empresas ou ONGs


Já pensou onde foram parar todos aqueles trabalhos que você já realizou ao longo da graduação? Pois é, imagino que muitos, depois de avaliados pelos professores, nunca mais tiveram utilidade para ninguém. E se estes trabalhos tivessem sido realizados para clientes reais?

Sabemos que existe uma grande distância entre a Academia e o mercado de trabalho, mas como podemos conectar de forma prática e fácil os estudantes de graduação com as organizações? A UpMe! é uma tecnologia social que faz exatamente isso!

Que tal produzir o planejamento estratégico de uma ONG ou pequena empresa como trabalho de conclusão de curso, se você vai ser um administrador? Se estiver fazendo Design, por exemplo, pode usar a disciplina de Branding para criar identidades visuais e rechear seu portfólio. Todas estas demandas são reais e já foram cadastradas. É por aqui que você pode aproveitar horas de extensão, disciplinas, trabalhos de conclusão de curso e atividades complementares na execução de demandas técnicas de organizações sociais, públicas e privadas.
Essas oportunidades vão ajudá-lo não somente a ganhar experiência, mas também a descobrir que área específica do seu curso você prefere.  Assim, quando estiver procurando uma vaga em uma empresa, ou quiser montar seu próprio negócio, você já vai ter certeza – e experiência – do que quer!


2 – Faça trabalho voluntário


O voluntariado, além de ser uma oportunidade de aprendizado profissional e de crescimento pessoal, também é muito valorizado por empresas em processos de recrutamento de pessoal. Uma pesquisa do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), com 479 funcionários de empresas envolvidos diretamente na contratação de novos colaboradores, mostra que a participação em programas sociais é o sexto item apontado numa relação de onze requisitos que influenciam na decisão de contratação. Com 8,7% das exigências de seleção, ficou na frente até mesmo do domínio do segundo idioma - com 8,2%. 

Até o LinkedIn, maior rede social profissional da Internet, tem espaço para cadastro dessas atividades. Se você tem algum tempo livre, procure por ONG’s ou projetos sociais e se ofereça para prestar algum serviço da sua área de formação! Além de desenvolver suas habilidades técnicas e de cooperação, você ajuda um projeto de impacto social a crescer e fortalece os laços de solidariedade na sociedade. Viu? Todo mundo sai ganhando!


3 – Seja um IC ou um extensionista! 


Ensino, pesquisa e extensão são os três pilares básicos das universidades. Nos projetos de pesquisa, você trabalha com um professor e mais um grupo de alunos para ajudar a fazer ciência, a criar conhecimento e fazer novas descobertas em sua área. Na graduação, esta participação costuma ser chamada de iniciação científica (IC). É legal saber que estes grupos não são formados apenas por graduandos, geralmente alunos da pós-graduação também estão pesquisando e a troca de conhecimentos nas diferentes esferas acadêmicas é constante. Essa é a melhor pedida para quem pensa em seguir carreira acadêmica, dar aula, trabalhar em algum laboratório ou instituição de pesquisa...

Os projetos de extensão também funcionam como as pesquisas: grupos de alunos e professores desenvolvendo e trocando conhecimentos. A diferença é que esta troca se dá diretamente com a comunidade na qual a universidade está inserida. A extensão universitária funciona como uma via de duas mãos, em que a Universidade, através dos alunos e professores extensionistas, leva conhecimentos e/ou assistência à comunidade, e recebe dela informações sobre os valores e a cultura local.

Muitas vezes o termo “extensão” é confundido com “cursos de extensão universitária”. Os cursos de extensão são geralmente acadêmicos e têm pequena carga-horária, com objetivo de complementar conhecimentos em áreas específicas. Já as atividades de extensão são dever constitucional das universidades. 

É por meio da extensão que a universidade tem a oportunidade de socializar e democratizar o conhecimento, levando-o aos não universitários. O PNE (Plano Nacional de Educação) prevê que até 2024 10% da carga horária dos cursos seja destinada à extensão. Para participar, converse com colegas e professores, descubra com qual atividade você se identifica e procure o professor responsável pelo projeto ou vá diretamente aos laboratórios e setores responsáveis para mostrar seu interesse. Só mais uma vantagem: além de ajudar com sua experiência profissional, alguns projetos oferecem bolsas!

4 – Participe da Empresa Junior


Não sabe nem o que é isso? Tudo bem! Muitas faculdades ainda não têm EJs. A gente explica: uma empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos, formada exclusivamente por alunos do ensino superior ou técnico. Elas tem como objetivo qualificar os alunos que compõe a empresa em uma vivência empresarial, realizando projetos e serviços de acordo com o curso a qual a empresa é vinculada.

Ou seja, os alunos que participam precisam, além de prestar serviços na sua área de conhecimento, gerenciar a empresa. Assumir cargos de gerência e direção, aprender a trabalhar em equipe, a alcançar metas e a cumprir prazos desenvolvem uma noção concreta do quadro do mundo das organizações. Além disso, a participação em uma EJ como voluntário proporciona o contato com micro e pequenos empresários o que permite aprender sobre empreendedorismo e fazer network.

Para participar de uma empresa júnior não tem muito segredo, o aluno precisa conhecer qual é a empresa de sua faculdade e ir buscar informações. Os processos seletivos são frequentes, normalmente a cada seis meses. O ambiente entre as empresas juniores é de excelente vizinhança, e o benchmarking (busca pelas melhores práticas e troca de informações) é constante. 


5 –  Seja monitor ou tutor


Esta é outra atividade onde você pode ganhar experiência em gestão de equipes sem sair da faculdade. Procure monitorias ou tutorias para ajudar colegas com o conteúdo das disciplinas do seu curso. Normalmente estes cargos são dados para os alunos que foram melhor no semestre anterior, por isso é uma oportunidade de revisar e se tornar expert em algum conteúdo, exercitar a sua responsabilidade e suas habilidades de repassar o conhecimento. Está pensando em se tornar professor? Este é um bom começo! Assim como na pesquisa, estas funções costumam oferecer bolsas-auxílio, ou seja, além da experiência profissional, você ganha uma renda extra!



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